Marina I. Jones Os Executivos Aventura Humana Tecnologia Mundo Rural Colaboradores

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu e o Call Center da VIVO 3G

Vivo: Boa tarde. Aqui é da Vivo. Eu gostaria de falar com o Sr. Rogério.


Eu: É ele, uma boa tarde.


Vivo:  Foi o senhor quem reclamou na Anatel sobre a qualidade de nossos excelentes serviços de internet?


Eu: Foi sim, mas eles não são excelentes, muito pelo contrário.


Vivo: Perdão senhor, mas quem define se eles têm ou não qualidade somos nós. Por acaso o senhor sabe o que é diagrama de Pareto?  Claro que não. Logo, não sabe do que está falando. Mas, nossa empresa tem o nobre conduta de sempre achar que o cliente têm razão, embora isto nunca aconteça. Então vamos admitir, por hipótese, que o senhor possa ter razão e nossa qualidade esteja ruim.


Eu: Vocês são muito gentis.


Vivo: Eu sei senhor. Para agilizar,  me dê seu endereço.


Eu: Mas eu já disse 1 milhão de vezes que moro na fazenda.


Vivo: Perdão senhor, mas é a primeira vez que diz isto. Pois bem, o senhor mora na fazenda, então seja solícito e me dê o endereço e o CEP do local.


Eu: Meu filho, fazendas não têm endereço nem CEP. O  correio não vem aqui.


Vivo: O senhor mora no Brasil?


Eu: Sim, claro, não entendi.


Vivo: Perdão senhor,  mas o correio vai a todos recantos do Brasil, por menores que sejam. Pois então, respire fundo e diga logo o endereço. O senhor sabe ler?


Eu: Sim meu filho, eu sei ler. Olha,  isto aqui é uma fazenda, tem vacas, arvores, cavalos e florestas.


Vivo: Captei sua mensagem. O senhor é do estilo Tarzã? Mora nas árvores? Neste caso  lamento, não estamos autorizados a atender clientes pendurados em arvores. A Vivo é antes de tudo, uma empresa ecológica. Coisa feia senhor!.


Eu: Olha, é o seguinte, eu posso lhe dar minhas coordenadas geodésicas. Você conhece um GPS, não?


Vivo: Evidente senhor, deixe de ironias. Eu tenho um GPS. Qualquer pessoa normal tem um GPS. O senhor eu não sei, afinal não sei se é normal morar em árvores.


Eu: Ok, anote então minhas coordenadas..


Vivo: Perfeito senhor, vejo que o senhor mora na beira de um grande lago. O senhor é pescador? Não temos ainda o serviço de internet marítima. O senhor tem que reclamar com a Presidente Dilma neste caso. Posso transferir se quiser.


Eu: Eu não sou pescador, moro numa fazenda na beira da represa.


Vivo: Sei, mas vejo aqui, que sua toca está do lado de Minas Gerais e o senhor adquiriu o serviço em Goiás. Lamento senhor, se o senhor não mudar para a outra margem agora, vou denunciá-lo por pirataria.


Eu; Está bem, não me denuncie por favor, mas eu também tenho um chip 3G de Minas Gerais.


Vivo: O senhor é esperto, tentando me enganar?


Eu: Claro que não. Posso te dar o numero já.


Vivo: Ok senhor, este é o problema. O  senhor está em Minas e nosso sinal não está autorizado a atravessar o rio. Portanto use o chip correto e procure sinal de uma cidade mineira mais próxima.


Eu: Não posso. Aqui só pega sinal de Goiás. Estou na fronteira Minas Goiás.


Vivo: Então senhor mude sua sede para o outro lado do rio e podemos conversar.


Eu: Ok, Ok Ok, eu tenho uma instalação em Goiás, pode olhar ai na tela. Você me verá nadando até a outra margem.


Vivo: Sim, estou vendo. O senhor até que nada bem, mas não molhe o modem, afinal ele está fidelizado e o senhor ainda nos deve algumas parcelas.


Eu: Ok, prometo se eu me afogar, tento salvar o modem primeiro.


Vivo: É bom mesmo. Vou deixar uma musiquinha para o senhor e quando chegar lá, me chame. Mas não precisa gritar. Seja educado.


Eu: Você é muito gentil.


 Minutos depois...


Eu: Alô Vivo, câmbio?


Vivo: Pois não senhor, em que posso ajudar?


Eu: Não se lembra, eu atravessei a represa, para pegar o sinal de Goiás.


Vivo: O senhor é um fanfarrão. E o que eu tenho com isto senhor?


Eu: Filho eu quero resolver o problema de minha internet.


Vivo: Mesmo? O senhor é técnico? Se o senhor fizer isto perde a garantia, entendido?


Eu: Ok, então por favor resolva meu problema.


Vivo: Desculpe senhor, não sou psicanalista senhor. Ligue para o AAA ou para os bombeiros. Eles podem dar um jeito.


Eu: Filho, quero que resolva o problema de minha internet.


Vivo: Ah, por que não disse antes. Sim , claro, isto é comigo mesmo. Qual é o problema, nossos sistemas jamais dão problemas. O senhor é um fanfarrão?


Eu: Não sou. Minha internet está muito lenta.


Vivo: Um vejamos. Mas a localidade que o senhor está é 2G, logo a velocidade é baixa mesmo. Senhor, eu tenho mais o que fazer.


Eu: Ok, espere, mas minha velocidade é de 10 Kbps.


Vivo: huahuahuahuahuahua o senhor é hilariante. Senhor,  isto não existe.


Eu: Mas é a velocidade com que eu estou acessando a Vivo neste momento, olhe no seu monitor.


Vivo: Estou vendo. Inacreditável. O senhor se chama Barrichelo?


Eu: Não senhor.


Vivo: Então o caso é grave, vou consultar nossos especialistas, volto a ligar em 5 dias.  Tenha uma boa tarde.


Cinco dias depois


Vivo: Senhor Rogério por favor.


Eu: É ele,


Vivo: Olá senhor. Por favor, pule na represa e nade até a outra margem. Precisamos fazer alguns testes.


Eu: De novo?


Vivo: O senhor quer resolver ou não seu problema?


Minutos depois:


Eu: Pronto, já estou acessando de Goiás.


Vivo: Huahuahuahuahua, o senhor é ótimo. Está ouvindo as palmas? É a galera aqui acompanhando sua travessia. O senhor está muito popular por aqui.


Eu: Ok obrigado, mas podemos fazer os testes?


Vivo: Infelizmente não, senhor. Os especialistas disseram que nada podemos fazer. Nossa prioridade nesta área é atender o serviço de voz. Internet, nem pensar. Pode voltar para Minas, mas espere um minutinho, vou chamar a galera.


Eu: Isto é um absurdo. Vou chamar a Anatel.


Vivo: O senhor quer que eu transfira. Posso te colocar em contato com uma pessoa incrível que conheço lá.


Eu: Vou ao Procon.


Vivo: Isso senhor, assim que se fala. Aliás, também conheço alguem lá, se quiser posso transferir.


Eu: Não obrigado, eu mesmo faço isto.


Vivo: O senhor é quem sabe. E obrigado por utilizar nossos serviços. Por favor, o senhor poderia responder um questionário rápido sobre a qualidade do meu atendimento.


Eu: Vocês vão acabar me matando. Tenho vontade de pular da janela.


Vivo: Senhor não faça isto, suicídios fazem mal a saúde. Tenha uma boa noite senhor e comporte-se. E responda o questionário, ok?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Anjo Vingador

Ao abrir meu Facebook hoje meus olhos se detiveram num post de uma amiga:  Homem chora morte de égua atropelada em beira de estrada no interior de São Paulo. Nele havia uma foto, triste, do homem chorando abraçado ao corpo já sem vida do animal, que ele conhecia desde os 15 anos. Talvez para a maioria de vocês isto pareça sem sentido e mesmo surpreendente, mas eu já experimentei esta dor e posso lhes assegurar, fujam dela, pois ela é como os lugares gelados e úmidos, nos quais o frio parece  penetrar até nas nossas almas.

Certa vez, quando já havia me mudado para a fazenda, uma vaca dali adoeceu e não houve o que se pudesse fazer para salvá-la. Para o leitor entender, mesmo entre os animais existem aqueles que são extremamente dóceis e pelos quais desenvolvemos uma afeição especial, talvez pelo fato de vermos neles um esboço de algo genuinamente humano, que são os sentimentos.  E eu a vi definhar lentamente e o pior,  eu podia ver toda a extensão de sua dor e da sua luta desesperada pela vida, pois os animais, diferentemente dos seres humanos, não desistem jamais, se agarrando a toda e qualquer esperança, por menor que seja. Instinto ou pureza de sentimentos?

Mas chegou o momento, não havia mais nada a fazer, era preciso tirar-lhe vida para evitar um sofrimento maior.  E é justamente a contemplação da dor sem esperanças que  nos dá a força necessária pela  solução mais radical e sem volta: a morte. Peguei a injeção e preparei a solução que  ia lhe proporcionar um fim rápido e sem dores.

Mas naquele instante, fui surpreendido,  ela me olhou direto nos olhos, um olhar triste desamparado,  como se soubesse do que estava prestes a suceder. Aquele olhar jamais esquecerei pois ele vasculhava bem no fundo de minha alma, a procura de uma explicação talvez. Eu podia compreender o seu pavor e ouvir seus gritos no silêncio, o seu choro quase infantil, a  sua súplica para que eu a salvasse, mas eu não podia. Meu papel alí  era outro: eu era seu anjo vingador.  

E então  eu introduzi a agulha  em sua veia  e  o liquido incolor e aparentemente inofensivo deslizou suavemente em sua corrente sanguínea. Por um segundo eu quis parar e salvá-la, mas a lucidez retornou rapidamente me lembrando que não havia mais esperanças. E  como um carrasco, eu pude contemplar os leves  tremores se iniciarem e se espalharem por todo o corpo expulsando a vida. A morte avançava lentamente de dentro para fora e logo já dominava os olhos que ainda, num ultimo ato de cruel coerência,  perscrutavam os meus. Mas agora não havia mais súplicas no ar, mas a desolada e cinzenta certeza da morte e sua desesperança. Eu tentei me esquivar, mas não pude,  era mais forte que eu e subitamente não pude mais conter a emoção  e as lágrimas irromperam incontroláveis e um choro doído e silencioso  se apossou de mim. Foi uma das poucas vezes que chorei, mas durou o que me pareceu uma eternidade. Talvez por isto eu compreenda tão bem o que sentiu o homem da reportagem.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Marcha das Vadias e as Redes Sociais

É inegável a contribuição que as redes sociais prestam ao nosso enriquecimento cultural. De todas elas o Twitter é o mais completo, e utilizando bem suas listas, que nos permitem separar o joio do trigo, podemos nos manter atualizados com aqueles assuntos que efetivamente nos interessam. Mas ele é menos friendly, e o Facebook tem este ambiente mais grande família e é ali que encontramos o que existe de mais heterodoxo. 


Dias atrás meu Face foi inundado de posts de uma tal marcha das vadias que, a princípio pensei que era de representantes da mais antiga profissão do mundo reivindicando seus direitos, como CLT, FGTS e aposentadoria precoce por periculosidade, mas não, no dia 18 de junho mais ou menos, ocorreu a famosa e importantíssima Marcha das Vadias (Slut Walk) em todo território nacional. 

O Movimento teve origem em Toronto, Canadá, quando um policial aconselhou às mulheres que evitassem se vestir como "vadias" a fim de evitar a violência sexual. Esta declaração infeliz, gerou uma série de protestos em cascata no mundo todo, contra a declaração infeliz do policial que inverteu a ordem dos fatores, ou seja a vitima se tornou culpada da agressão. Mas, eu suspeito que, também é uma luta pela preservação do estilo vadio de ser, modelito que nunca saiu de moda na verdade. 

No intuito de apresentar ao leitor um painel fidedigno de como foram as manifestações em Pindorama, busquei junto a minhas X-9 (informantes na gíria jornalística) um relato sucinto das manifestações em diferentes pontos do território nacional: 

São Paulo 
A cavalgada das Valquírias, quer dizer a Marcha das Vadias, transcorria dentro da mais absoluta paz quando, na Esquina da Av. Ipiranga com a São João, as Vadias cruzaram com a Marcha das Pessoas Diferenciadas. Vendo aquela mulherada em trajes mínimos, turba diferenciada partiu obviamente para aplicar a teoria do policial canadense, buscando o sexo fácil com as "vagabundas" asi no mas, que responderam imediatamente com pedradas e coqueteis molotov. A confusão foi num crescendo tal até que os manifestantes foram contidos pelas balas de borracha, cassetetes, cães raivosos e gás mostarda disparados pela tropa de choque do governo. 

A turba protestante, temendo ser massacrada, saiu em disparada no meio do rush paulista, e muitos acabaram pisoteados pelos elefantes de um circo das redondezas que, assustados com o tiroteio, trataram de se safar também, acompanhando a multidão galopante e saltitante. No final da farra do boi, quer dizer, do elefante, não se sabia mais, quais manifestantes eram vadios e quais eram diferenciados e pelo sim pelo não foram todos taxados pelo delegado de plantão, Sr. Otoridade da Silva, como vadios diferenciados. 

Curitiba 
A Marcha ocorreu sem maiores sobressaltos. Ela começou no estádio do Cocha, com pelos menos 112 vadias e muitos vagabundos simpatizantes. Em pouco menos de 30 minutos no entanto, mais da metade das vadias, foram vitimadas pelo frio glacial curitibano e cairam como galinhas congeladas no macadame envenenado das ruas curitibanas. A outra metade foi atacada ferozmente por um grupo de neo-nazistas e somente uma manifestante conseguiu terminar a marcha pela vitória galinácea: uma velhinha de 92 anos, ignorada pelos neo-nazi, que havia entrado na manifestação por engano, achando que era alguma procissão de São Lutero. 

Brasilia 
Tudo ia muito bem pela esplanada até que a líder das vadias botou a boca no megafone conclamando as vadias de qualquer raça e credo a se juntarem a marcha vagabundícea. O políticos que ainda estavam no congresso e nos ministérios ouvindo aquela palavra mágica, vadias do mundo, uni-vos, pensaram que o negócio era com eles, alguma luta da corporação pela melhoria de seus aviltantes salários e desceram em disparada rumo a marcha messalínica. Nos bordeis próximos, as vadias profissionais também resolveram aderir aquela manifestação amadora e abandonaram o restante dos políticos de Pindorama de mão e bilaus abanando, saindo em correria,  deixando um rastro de destruição e óleo Johnson pelos corredores dos covis

Rio de Janeiro 
A vadiagem saiu pelas areias de Copacabana peladas e gritando palavras de ordem. Subitamente o pelotão de frente foi dizimado por uma saraivada de balas perdidas disparadas por um chefe traficante que estava testando seu novo fuzil automático. Como o bando saiu na correria temendo coisas piores, foram atacados por um pelotão do Bobe confundidos com arrastão. O Caveirão entrou arrasando em alta velocidade atropelando as vadias ao mesmo tempo que lançava granadas de em todas as direções. A única vadia sobrevivente acabou sendo trancafiada por vadiagem.

domingo, 19 de junho de 2011

Profissão Repórter e a Voz do Povo

Deixei de ver jornalismo na TV há um bom tempo. Tudo no Brasil e talvez no mundo parece seguir modismos e o mais irritante deles em minha modesta opinião é a enxurrada interminável de entrevistas com gente comum, o famoso POPULAR, que palpitam sobre qualquer assunto. 

Se o Copon sobe os juros, lá vem ele, o Popular, no meio da reportagem dar sua insuspeita opinião. Enquanto a repórter loira e fake  ainda está falando coisas óbvias e ululantes sobre a decisão do Copon,  a imagem capta lá no fundo uma camisa amarela em zig zag, cambaleante como um bêbado na ventania. É o nosso herói popular que se aproxima para seu momento de glória. E ele vem absorto em seus poucos pensamentos, assoviando uma musiquinha sertaneja qualquer. Sua barriga avantajada de cerveja e cachaça avança na frente com pelo menos uns 4 palmos de vantagem, mas ele é um brasileiro e não desiste nunca. Logo ele alcança a repórter, mas infelizmente em segundo lugar, e a encontra  estatelada no chão, atropelada pelo seu barrigão popular. 


Ela se levanta num pulinho e atira o microfone na cabeça do infeliz ao mesmo tempo em que acerta um potente chute nas suas virilhas adiposas protegidas por air bags estruturados com a gordura de ensebadas picanhas de pingaiadas churrasquícias dos fins de semana. 

Mas a repórter tem um clic, e percebe que o popular se encaixa perfeitamente nuns dos modelitos recomendados pela emissora para o recheio das reportagens incompetentes, conhecido pelo curioso jargão técnico de A Voz do Povo. 

Se a equipe de reportagem é do Rio de Janeiro, eles sacam suas pistolas e obrigam o pobre infeliz a participar, se de outros estados, eles ameaçam o pobre e relutante coitado de entregá-lo para o SPC caso ele não dê seu depoimento. 

Rapidamente eles ministram mini-curso básico de taxas de juros, Copon e sua influência no cliclo menstrual das baleias assassinas para o abestalhado popular. 

Assim que ele volta a si, depois de ter um surto cerebral provocado por tamanha quantidade de informações de uma vez só, estimulado por uma dose de cachaça que lhe foi enfiada goela abaixo com garrafa e tudo, a reportagem reinicia. 

A reporter loira e fake pega o microfone que estava caído no macadame envenenado e diz: 

- E vamos saber o que o POVO ( elas dizem isto com imenso prazer, como se estivessem entrevistando uma cabra cega do Lula), pensa a respeito do aumento da taxa básica de juros: 

- O senhor ai , o que acha do aumento da taxa de juros do Copon? ela diz de sopetão para o Popular que ainda está com os olhos esbulhados tentando engolir a garrafa da marvada pinga. Ele ameaça sair correndo mas a vaidade fala mais alto e ele pergunta: 

- É pro Fantástico? 

Recebe novamente a tradicional bofetada e outro chute, desta vez nas canelas, pois estavam em cadeia nacional, da repórter sanguinária, para que ele se comporte. 

O Popular olha para a câmera como se fosse um pelotão de fuzilamento e começa a balbuciar algumas palavras, deixando assim sua valiosa contribuição para à humanidade. 

- Eu acho que o Copão num podia fazê isso agora não. Eu tava para comprar  o ingresso da final do campeonato in 12 parcelas. Político é tudo safado mesmo. 


sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Som do Pará ( Call of the Wild)

Minha filha agrônoma e aventureira na Selva Amazônica,  que inspirou a mini-série  Marina Jones deste blog,  me trouxe de presente um CD de músicas do Pará. Pois bem, é muito interessante, é a primeira vez que vejo um gênero musical cujo som vem de um DJ, economizando assim, os instrumentos musicais.  Isto talvez motivado por alguma crise econômica que se abateu no meio musical Paraense gerando novas oportunidades e impulsionando a arte alí.


O  curioso é que as Bandas do tal Techno Melody, o novo ritmo Paraense, são invariavelmente lideradas por mulheres, normalmente com formato de pão francês mas quem rebola no palco é um bando de marmanjos, que dançam desesperadamente como se fosse a última vez ou talvez por receberem de acordo com a quantidade de reboladas que dão no palco sem se despencarem no meio da turba dançante. 


Estes eventos musicais ocorrem nos Risca Faca, locais onde a galera paraense se reune para desgustar o novo som do Pará, rebolar as cadeiras, flertar adoidado e praticando a fina arte de atirar facas uns nos  outros.

Sem dúvida Pará e Bahia são os estados mais musicais do país. Os baianos chegaram a desenvolver a grande invenção musical brasileira: o Berimbau, que tem uma nota só por pura preguiça. Mas, depois que Dorival Caime se aposentou, uma nova geração de baianos mais dispostos, desenvolveu o Axé Music e os trios elétricos, que relegaram ao ostracismo nossa grande contribuição a música mundial.

O pessoal do Pará pode ser até primitivo em termos musicais, mas sem duvida alguma eles têm lá seu ritmo contagiante,  sua jinga sensual e selvagem. São definitivamente um povo musical. Se o Rio de Janeiro inventou aquela coisa insossa e irritante que é o samba, que nem mesmo eles ouvem mais, o Pará inventou a festa musical. Claro, quase sempre acompanhada de duelos com pistolas, pelejas com armas brancas e emboscadas com dardos venenosos. Mas é pura nitro-glicerina.


Outra curiosidade Paraense, quem toma iniciativa da conquista amorosa são sempre as mulheres. Os homens só duelam depois para lavar a honra. Oh vida triste.

sábado, 11 de junho de 2011

Eu contra a VIVO 3G ou O Velho Guerreiro contra o Dragão da Maldade

Coletânea de posts publicados no Facebook ou no Twitter contra a Vivo 3G, em minha cruzada santa para a inclusão digital. Falando nisto, cadê o Sr. Ministro da tal inclusão digital. Aquele, marido da ministra bonitona.

Acesso VIVO 3G: a caminho do IML.
por Rogerio Rufino, sexta, 10 de junho de 2011 - Facebook
Tenho um Vivo na fazenda há mais de um ano, e me contentava com a estonteante velocidade de 50 Kbps. Pois bem, parece que a Vivo achou que isto era muito veloz e decidiu reduzir a velocidade para meros 10 Kbps. Reclamei 4 vezes: os atendentes parecem não saber bem o que é um acesso internet. Nada resolvido, reclamei na Anatel. Várias pessoas da Vivo me ligam mas ainda nada resolvido. O defeito, é na base station, mas eles continuam pedindo para eu desligar o modem, dar um reload na máquina e claro, ver se não tem nenhum sinal de mau olhado ou olho gordo na sala. Enquanto isto , no apartamento na cidade, compartilho um poderoso acesso ADSL CTBC, e já vi taxas de download de 20 Mbps. Cadê o tal ministro da inclusão digital? 

Missa de Sétimo dia de meu acesso VIVO 3G:
por Rogerio Rufino, sexta, 10 de junho de 2011 - Facebook
É com a alma consternada e traumatizada em terceiro grau, que venho convidá-los para a missa de sétimo dia de meu pobrecito acesso 3G, vitimado por febre dum dum, que o deixou em estado letárgico e catatônico nos últimos meses. No final da missa serão distribuídos santinhos do Barrichelo para próximo presidente da VIVO.

Extra. Extra. Extra. Deu no New York Times: 
por Rogerio Rufino, sexta, 10 de junho de 2011 - Facebook
Operadora VIVO 3G contrata estagiários para contar os bits trafegados pelos seus clientes. Exige-se primeiro grau e desenvoltura para contar até 60 em 1 minuto, que é a velocidade média dos acessos super-velozes da Vivo.


Finado VIVO 3G inaugura Cemitério de Sucupira! Vejam o discurso de Odorico Paraguassu
por Rogerio Rufino, sábado, 11 de junho de 2011 - Facebook
" É com a alma lavada, enxugada e constipada pela geada da madrugada, que tenho o dever funéreo e a honra de cumprir o ritual sepultaticio desta figurinha calamitosa e rastejante que é o nosso Finado VIVO 3G. Mas, vamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmente. O nosso defunto compulsório ViVO 3G, desde sua meninice, já se enveredava pelo tráfico de dados de baixa velocidade. Nunca teve maiores ambicionamentos. Sempre foi um tipinho com grande futuro pelas costas. E agora, como antes, repousa em velocidade constante."

Extra. Extra. Extra. VIVO 3G Inova no Serviço Internet

por Rogerio Rufino, sábado, 11 de junho de 2011 - Facebook
VIVO 3G acaba de me enviar centenas de envelopes selados (com foto de uma tartaruga artrítica) para que eu possa enviar meus emails pelo correio. Certamente poderei comunicar com maior velocidade agora. Junto aos envelopes, veio uma correspondência com a missão da VIVO 3G: Conectar o maior número de pessoas em Qualquer Lugar. Se alguem souber onde fica esta cidade chamada Qualquer Lugar, me avise, pois não é aqui. 
Mas não é só isto, para cada cartinha que eu enviar, estarei concorrendo a modernas máquina de escrever, para substituir meus obseletos computadores, completamente inúteis, segundo os técnicos da VIVO 3G.
E não é só isto, juntamente com a máquina de escrever, receberei gratuitamente um mimeográfo para imprimir meus documentos. Você não se ufana? Eu me ufano. Thanks VIVO, you are my Hero.



Extra. Extra. VIVO 3G restaura a velocidade de meu acesso 3G
por Rogerio Rufino, sábado, 11 de junho de 2011 - Facebook
Após uma intensa batalha campal realizada no Facebook, Twitter e no meu Blog, a VIVO 3G, atende as minhas súplicas e desde as 13 horas de hoje, tenho acessado a Net com velocidade estabilizada em 100 Kbits, o que se trata de uma maravilha em termos de internet rural. Na fazenda o acesso ainda é 2G pois pego sinal de uma pequena cidade. Há promessa de acesso 3G ainda este ano. Thanks VIVO 3G. Now you really are my hero!.


Lamentavelmente meu acesso continua como antes e a Vivo me disse que a prioridade deles na minha área é atender o serviço de voz. No entanto, vendem o acesso Internet e cobram caro por ele. Isso num país mais sério daria cadeia.