Nunca gostei muito do escritor Nelson Rodrigues. Li um ou dois livros seus, e francamente, não me lembro de nenhum deles. Ou seja, não eram clássicos, pois os clássicos são eternos, jamais os esquecemos, e às vezes relemos várias vezes . Guimarães Rosa, Euclides da Cunha, Machado de Assis, Joseph Conrad, Eliot, Drummond, Remarque e tantos outros, já reli uma ou mais vezes.
Mas uma frase do Nelson Rodrigues, nunca me saiu da memória:
"Todo amor é eterno. E, se acaba, não era amor."
Parece radical, mas é profundo e verdadeiro. Assim, como não existem meias verdades, não existe amor quando ele não é total. Claro, isto é perfeitamente aceitável por todos quando se trata de amor aos filhos, mas quando o assunto é amor entre um casal, a maioria das pessoas, imagino, deve achar que este era mais uma dos exageros de Nelson Rodrigues. Principalmente, porque hoje, a moda, principalmente entre as celebridades é estar sempre à procura de um novo amor. E quando falam isto, usam o mesmo tom ou expressão de quando dizem que estão à procura de um novo automóvel, uma casa ou outro objeto de desejo do mundo atual. Ou seja, parece que o amor se tornou um bem móvel, um prêmio a ser conquistado.
Mas uma frase do Nelson Rodrigues, nunca me saiu da memória:
"Todo amor é eterno. E, se acaba, não era amor."
Parece radical, mas é profundo e verdadeiro. Assim, como não existem meias verdades, não existe amor quando ele não é total. Claro, isto é perfeitamente aceitável por todos quando se trata de amor aos filhos, mas quando o assunto é amor entre um casal, a maioria das pessoas, imagino, deve achar que este era mais uma dos exageros de Nelson Rodrigues. Principalmente, porque hoje, a moda, principalmente entre as celebridades é estar sempre à procura de um novo amor. E quando falam isto, usam o mesmo tom ou expressão de quando dizem que estão à procura de um novo automóvel, uma casa ou outro objeto de desejo do mundo atual. Ou seja, parece que o amor se tornou um bem móvel, um prêmio a ser conquistado.
Vivemos na temporada de caça ao amor. E assim como os automóveis, que são substituídos em intervalos cada vez menores por outros novos, os amores também estão sendo substituídos, talvez com freqüência semelhante. Mas não sou especialista em estatísticas de amor.
Na verdade, na maioria dos relacionamentos não existe amor. Eles acontecem, motivados por razões diversas, mas definitivamente não é amor. Amor é algo que transcende, algo que requer cumplicidade e sinceridade absolutas. Estes são seus pilares. A paixão é importante, um dos prazeres da vida, mas não tem muita relação com o amor. Pelo contrário, pode até mesmo inviabilizar totalmente o amor. E isto,porque a paixão é exigente, ela demanda atenção, gestos, carinhos especiais, que quando não plenamente atendidos, se transformam em frustrações e finalmente em amargura, arrependimento e separação. E o sentimento de perda em alguns casos pode ser mais doloroso que a própria morte.
O amor chega suavemente, sem alardes, sem avisos, e vai lentamente preenchendo os espaços vazios em nossos corações e quando percebemos, não podemos mais nos libertar. Às vezes não queremos, mas ele é mais forte que nós. Alcança a gente e não há como fugir.
Fitzgerald já dizia que:
“Os guardas mais fortes são colocados ao portão que a nada conduz. E isto talvez pelo fato de ser o vazio uma coisa muito vergonhosa para ser divulgada.”
Nascemos assim, carregamos este misterioso vazio que nos faz buscar por uma vida a dois. Talvez seja apenas o instinto de sobrevivência e a força que nos move para a perpetuação da raça humana. Mas, como inúmeras pessoas escolhem ou aceitam a vida solitária, acredito que este vazio na alma, é que nos torna o que somos, humanos, os únicos seres que conseguem uma enorme variedade de sentimentos que chegam mesmo a serem mais fortes até mesmo que a própria vida.
Há poucos dias eu assisti a um vídeo memorável no YouTube. Uma mãe búfala tem seu filho capturado por um bando de leões. Enquanto eles tentam dominar o filhote, ela vai em busca dos outros búfalos adultos e retorna para salvar sua cria. Quando o bando se aproxima dos leões que continuam a segurar o pequeno filhote, podemos perceber o contrataponto entre o instinto de sobrevivência da mãe e o amor pelo filhote. Ela avança em direção aos leões e recua. Faz isto algumas vezes até que, finalmente, o amor fala mais alto e ela ataca e vai expulsando um a um os leões e consegue libertar o filhote já bem machucado.
O ser humano não titubearia, o amor é mais forte que a própria vida. Isto é a nossa diferença. Somos menos instintivos, mais sensitivos, e talvez por sermos tão jovens ainda, incompletos e cheios de mazelas.
Na verdade, na maioria dos relacionamentos não existe amor. Eles acontecem, motivados por razões diversas, mas definitivamente não é amor. Amor é algo que transcende, algo que requer cumplicidade e sinceridade absolutas. Estes são seus pilares. A paixão é importante, um dos prazeres da vida, mas não tem muita relação com o amor. Pelo contrário, pode até mesmo inviabilizar totalmente o amor. E isto,porque a paixão é exigente, ela demanda atenção, gestos, carinhos especiais, que quando não plenamente atendidos, se transformam em frustrações e finalmente em amargura, arrependimento e separação. E o sentimento de perda em alguns casos pode ser mais doloroso que a própria morte.
O amor chega suavemente, sem alardes, sem avisos, e vai lentamente preenchendo os espaços vazios em nossos corações e quando percebemos, não podemos mais nos libertar. Às vezes não queremos, mas ele é mais forte que nós. Alcança a gente e não há como fugir.
Fitzgerald já dizia que:
“Os guardas mais fortes são colocados ao portão que a nada conduz. E isto talvez pelo fato de ser o vazio uma coisa muito vergonhosa para ser divulgada.”
Nascemos assim, carregamos este misterioso vazio que nos faz buscar por uma vida a dois. Talvez seja apenas o instinto de sobrevivência e a força que nos move para a perpetuação da raça humana. Mas, como inúmeras pessoas escolhem ou aceitam a vida solitária, acredito que este vazio na alma, é que nos torna o que somos, humanos, os únicos seres que conseguem uma enorme variedade de sentimentos que chegam mesmo a serem mais fortes até mesmo que a própria vida.
Há poucos dias eu assisti a um vídeo memorável no YouTube. Uma mãe búfala tem seu filho capturado por um bando de leões. Enquanto eles tentam dominar o filhote, ela vai em busca dos outros búfalos adultos e retorna para salvar sua cria. Quando o bando se aproxima dos leões que continuam a segurar o pequeno filhote, podemos perceber o contrataponto entre o instinto de sobrevivência da mãe e o amor pelo filhote. Ela avança em direção aos leões e recua. Faz isto algumas vezes até que, finalmente, o amor fala mais alto e ela ataca e vai expulsando um a um os leões e consegue libertar o filhote já bem machucado.
O ser humano não titubearia, o amor é mais forte que a própria vida. Isto é a nossa diferença. Somos menos instintivos, mais sensitivos, e talvez por sermos tão jovens ainda, incompletos e cheios de mazelas.
Em algumas pessoas, esta sensibilidade em uma alma deformada leva a uma crueldade sem limites, o que as torna muito piores que alguns animais, e o resultado disto é a violência sem limites que o mundo experimenta desde as mais antigas eras, o que levou Churchill a dizer que a história da humanidade é a história da guerra. Mas esta é outra história.
Algumas mentes perturbadas dizem que o ódio é o sentimento mais próximo do amor que existe. Mas a verdade é que, amor não vira ódio, pois se isto acontece, também não era amor. No entanto, certamente a paixão pode se desencadear em ódio profundo.
O amor é generoso, jamais é vingativo. E quando somos feridos, o amor nos faz perdoar e nos sentimos algo próximo à eternidade. É o mais próximo de Deus que podemos chegar. O perdão sem limites.
Mas o amor não possui dimensões. Freqüentemente vejo tratamentos diferenciados de pais e avós por determinados filhos ou netos. E se isto acontece, amigo leitor, com certeza não existe amor. O amor pelos filhos é pleno e exatamente igual. Sempre vai ter um filho ou filha, com afinidades maiores com o pai ou mãe, mas não importa, o amor é exatamente igual. O mesmo peso, a mesma medida. Felizmente em minha casa parece não existir predileção ou afinidades. Existem no máximo, assuntos afins, nada mais.
Algumas mentes perturbadas dizem que o ódio é o sentimento mais próximo do amor que existe. Mas a verdade é que, amor não vira ódio, pois se isto acontece, também não era amor. No entanto, certamente a paixão pode se desencadear em ódio profundo.
O amor é generoso, jamais é vingativo. E quando somos feridos, o amor nos faz perdoar e nos sentimos algo próximo à eternidade. É o mais próximo de Deus que podemos chegar. O perdão sem limites.
Mas o amor não possui dimensões. Freqüentemente vejo tratamentos diferenciados de pais e avós por determinados filhos ou netos. E se isto acontece, amigo leitor, com certeza não existe amor. O amor pelos filhos é pleno e exatamente igual. Sempre vai ter um filho ou filha, com afinidades maiores com o pai ou mãe, mas não importa, o amor é exatamente igual. O mesmo peso, a mesma medida. Felizmente em minha casa parece não existir predileção ou afinidades. Existem no máximo, assuntos afins, nada mais.
Os filhos, às vezes requerem atenções diferenciadas, durante algum tempo, devido a alguma razão específica. Mas, nunca o amor muda, ele continua o mesmo, sereno e envolvente, como se todos fossem um.
Portanto, se existem predileções, amor maior para com este ou aquele filho, ou neto, com certeza não existe amor verdadeiro, existe alguma coisa cinzenta, desolada e disforme e que definitivamente não é amor.
This article is copyright to the author and may not be reproduced without permission. 















