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sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Som do Pará ( Call of the Wild)

Minha filha agrônoma e aventureira na Selva Amazônica,  que inspirou a mini-série  Marina Jones deste blog,  me trouxe de presente um CD de músicas do Pará. Pois bem, é muito interessante, é a primeira vez que vejo um gênero musical cujo som vem de um DJ, economizando assim, os instrumentos musicais.  Isto talvez motivado por alguma crise econômica que se abateu no meio musical Paraense gerando novas oportunidades e impulsionando a arte alí.


O  curioso é que as Bandas do tal Techno Melody, o novo ritmo Paraense, são invariavelmente lideradas por mulheres, normalmente com formato de pão francês mas quem rebola no palco é um bando de marmanjos, que dançam desesperadamente como se fosse a última vez ou talvez por receberem de acordo com a quantidade de reboladas que dão no palco sem se despencarem no meio da turba dançante. 


Estes eventos musicais ocorrem nos Risca Faca, locais onde a galera paraense se reune para desgustar o novo som do Pará, rebolar as cadeiras, flertar adoidado e praticando a fina arte de atirar facas uns nos  outros.

Sem dúvida Pará e Bahia são os estados mais musicais do país. Os baianos chegaram a desenvolver a grande invenção musical brasileira: o Berimbau, que tem uma nota só por pura preguiça. Mas, depois que Dorival Caime se aposentou, uma nova geração de baianos mais dispostos, desenvolveu o Axé Music e os trios elétricos, que relegaram ao ostracismo nossa grande contribuição a música mundial.

O pessoal do Pará pode ser até primitivo em termos musicais, mas sem duvida alguma eles têm lá seu ritmo contagiante,  sua jinga sensual e selvagem. São definitivamente um povo musical. Se o Rio de Janeiro inventou aquela coisa insossa e irritante que é o samba, que nem mesmo eles ouvem mais, o Pará inventou a festa musical. Claro, quase sempre acompanhada de duelos com pistolas, pelejas com armas brancas e emboscadas com dardos venenosos. Mas é pura nitro-glicerina.


Outra curiosidade Paraense, quem toma iniciativa da conquista amorosa são sempre as mulheres. Os homens só duelam depois para lavar a honra. Oh vida triste.

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