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sábado, 23 de outubro de 2010

De Homens e Mulheres (by Rogerio Rufino)


Nunca fui muito de falar sobre sexo ou assuntos relacionados, mesmo porque sou da opinião que sexo não se comenta, se faz, mas devo admitir que sexo e futebol eram os assuntos dominantes dos meu colegas de classe ou trabalho. Como me tornei um produtor rural e não tenho mais colegas deste ou daquele tipo, estou, a princípio, a salvo de ouvir bobagens sobre tais assuntos.
 
Os homens têm uma facilidade natural em classificar as mulheres de uma maneira quase cruel e o obsceno desejo de comentar sobre suas conquistas, verdadeiras ou não, que lançam, às vezes  para sempre, dúvidas sobre a conduta de uma mulher. Lembro-me dos tradicionais churrascos nas empresas, quando os homens se reúnem em meio a fumaça tênue que se levanta da churrasqueira, pilotada invariavelmente pelo funcionário mais popular da organização, ampliando ainda mais o calor infernal que se espalha naqueles ambientes bregas de churrascarias artesanais, regados a muita cerveja quente, gritos incontroláveis de crianças e rodinhas de homens e mulheres cuidadosamente espalhadas pelo recinto.

Ali, os homens, entre um gole e outro de cerveja, vão discorrendo sobre seus assuntos prediletos, enquanto afagam a pança, com as mãos ainda lambuzadas de gordura da ultima picanha devorada. E as coisas acontecem, seguindo um ritual. Primeiramente falam de suas idéias revolucionárias, que aumentariam muito EBITDA das suas empresas, e claro à medida que o teor alcoólico sobe, expressam um profundo desprezo pela alta direção. Logo após, este súbito "estrambote melancólico", a exaltação se dissipa. O espírito anarquista, que haviam incorporado, repentinamente se vai, possivelmente para aproveitar alguma picanha mal passada também, antes que o churrasco acabe. E então eles revelam "todo o irresistível desejo de uma existência de ociosidade sem perigo" e passam a falar de futebol e mulheres.

Mas alguma coisa mudou. Hoje em dia algumas das mulheres mais cobiçadas do país me lembram mais Arnold Schwarzenegger. Sinto que  há uma profunda inversão de valores aí, ou quem sabe, a expressão de um recôndito e latente homossexualismo na alma brasileira.

Mas esta questão não é nova. Groucho Marx, logo que foi lançado o filme Sansão e Dalila, disse que se recusava a ver um filme no qual o mocinho tinha mais peitos que a mocinha.

Não sei exatamente quando começou este novo suposto padrão de beleza feminina no Brasil, não sigo tendências e raramente ou quase nunca vejo televisão, mas quando eu vi me assustei. Será que isto tem alguma coisa com o PT? Mas sem dúvida aconteceu neste período.

O padrão de mulher para mim sempre foi alguma coisa delicada, de formas suaves e que revelam tudo aquilo que nos atrai nelas: a feminilidade. Mas de repente parece que tudo mudou. O que vejo são corpos quase masculinos, com os quadris cada vez menores pelo excesso de esteróides, pois eles aumentam os músculos e reduzem quadris e seios, exigindo cada vez mais mililitros de silicone para dar um toque feminino as mulheres malhadas.

E as coxas, estupidamente grossas, causando um desequilíbrio estético com os tornozelos, em geral finos, dando uma aparência de pirulito às pernas destas mulheres.

Não poucas vezes, ex-colegas de trabalho disseram que fizeram e fariam sexo com travestis e se consideravam muito homens justamente por causa disto. Eu ficava incrédulo e perturbado com estas declarações e então comecei a  perceber que, talvez, o homossexualismo seja bem mais presente em nossa sociedade do imaginamos. Pois tudo é simples, e me corrijam os eventuais sexológos que acessem este blog:
um travesti é um homem e quem faz sexo com homem é homossexual e ponto final.  Mas , quando eu mencionava este fato aos ex-colegas, eu podia perceber neles a surpresa, ou seja,  aparentemente   ninguém se dá conta deste fato.

Aí começo a suspeitar que esta aparente preferência nacional atual por mulheres musculosas, seja a expressão deste homossexualismo latente na sociedade latina.
Na verdade eu não sei se é preferência ou algo que a mídia divulga como sendo. Mas eu imagino que estas mulheres esculpidas a base de  esteróides não fariam isto se isso não fosse objeto de cobiça dos homens.

Nada contra, cada um se resolve como quer,  eu só lamento profundamente que o tradicional padrão de beleza feminina seja cada dia mais substituído pelas Schwarzeneggers tupiniquins. Mas Kafka já dizia que em nossa luta contra o resto do mundo, é melhor ficar ao lado do resto do mundo. Mas, quer saber Kafka que se dane, eu continuo preferindo a mulher tradicional, feminina, frágil e que não tenhamos medo de levar para cama. Na verdade sempre achei as mulheres comuns  as  mais sensuais.  E talvez,  justamente por não possuírem a beleza fria de uma top model,  elas conseguem extrair do próprio ventre uma sexualidade contagiante, que nos fascina e atrai perdidamente.
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5 comentários:

  1. Roger,fascinante meu amigo, partilho da mesmissima opiniao! 1234

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  2. Que bom que ainda existem homens como você...

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  3. Sinceramente! a mulher ou o homem ideal são aqueles que cabem exatamente na perfeição do outro. Quanto ao redator do artigo, talvez devesse escutar o conselho da cunhada!!!!

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  4. QUE ARTIGO RÍDICULO O SEU, MEU ACARO AMIGO. EU AMO MULHERES MUSCULOSAS E NÃO SOU HOMOSSEXUAL. ABRA UM POUCO A SUA MENTE. O MUNDO ESTÁ MUDANDO. A ÉPOCA DAS MULHERES ESQUELÉTICAS OU COMUNS, JÁ ESTÁ FICANDO PRA TRÁS. ISSO NÃO QUER DIZER QUE ELAS SÃO MASCULINAS, PELO CONTRÁRIO. SÃO MUITO MAIS FEMININAS DO QUE QUALQUER MULHER COMUM POR AI. ESTAMOS NA ERA DAS BELAS MULHERES MUSCULOSAS. GRAÇAS A DEUS!!!!

    ABRAÇOS
    OGRO.

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  5. Caro Ogro, cada um tem seu gosto particular, mas eu ainda continuo preferindo as mulheres.

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