Marina I. Jones Os Executivos Aventura Humana Tecnologia Mundo Rural Colaboradores

domingo, 3 de outubro de 2010

Nevoeiro - Um artigo de Ir. Selma Cristina Santos, Lisboa

Ir. Selma  Santos, Lisboa

Eu creio em Deus como o MELHOR DA MINHA VIDA, eu creio no amor como a  força que nos move, eu creio em meu irmão que caminha a meu lado, eu  creio na vida como o momento mais belo, eu creio em você que faz a minha  vida mais feliz. DEUS  NOS AMA!!!




“Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui.Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”



                                 N E V O E I R O


Sempre achei que as palavras são muito áridas, e por vezes atrapalham quando deveriam ajudar, uma palavra dita não tem retorno já causou o efeito que por vezes gostaria de se evitar. Procuro com sofreguidão o tema certo para o momento certo, não encontro…voa solto meu pensamento, sou como nuvem passageira e sempre desconfio se o que digo ficará. Não é isso o mais importante, quando se escreve se tem em mente um público alvo, eu como mera amante da escrita, nem me assustaria se ninguém se interessasse por essa notas soltas.
Sempre achei interessante a raça humana com seus anseios, suas dúvidas errantes, suas esperanças, sua vontade de acertar ainda que por vezes errando. Desde criança que tenho especial atração por faróis, aquele sinal luminoso avistado ao longe como pontinho de luz que não deixa errar, assim acredito que em nossos nevoeiros densos, quando nada se vê e nada se sente, quando o negrume da noite não gera a esperança da aurora, e as vozes interiores sufocam a razão e obscurecem a fé que todos trazemos em nosso interior, lá aparece ele soberano senhor do seu destino, com propriedade acena o caminho e nunca abandona.
 
Aquela coluna esguia tocando o céu, apontando o infinito, dizendo sem falar que existe uma saída, que por mais que a saída esteja longe, há sempre “Um violinista sobre o telhado”…há sempre uma mão amiga, há sempre um par de braços que nos sustentam, há sempre um coração que sabe escutar o nosso, e por pior que seja nossa solidão na trajeto humano, Deus prometeu que jamais nos abandonaria, ainda que todos nos esquecessem Ele jamais nos esqueceria, Ele é fiel e justo, cumpre sempre o que prometeu.

Admiro com sublime doçura todas as pessoas que por mim passaram e até hoje despontam em minha vida, são pessoas tão interessantes, e tantas foram verdadeiros faróis para mim, tão importantes, souberam entender meu processo e sabiam que um dia minha falta de luz se tornaria um lampejo de boas coisas e que a escuridão clamaria pela luz, e que a noite morreria nos braços da aurora.

Afinal todo nevoeiro se desfaz, e o FAROL sempre está lá, temer o que? Se haverá sempre essa esperança que não decepciona, sempre haverá uma LUZ, acreditem se DEUS É POR NÓS QUEM SERÁ CONTRA?

“TODAS AS COISAS GRANDES ACONTECEM EM MEIO A UM GRANDE RISCO.”(Platão- Politéia)

3 comentários:

  1. Muito belo e pungente Irmã Selma. Os faróis sempre me atrairam também. Há uma estranha melancolia alí, como se suas luzes quisessem nos avisar para evitarmos de aproximar daquela terrivel solidão a que foram condenados. Sem dúvida, não há melhor símbolo para definir a solidão. Abraços.

    ResponderExcluir
  2. Simplesmente, perfeito...profundo!

    ResponderExcluir