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terça-feira, 5 de outubro de 2010

As Aventuras de Marina I. Jones na Amazônia - Os Vampiros de Brasilia (Cap. 9)


Em sua luta apaixonada com o destino, nossas intrépidas aventureiras, Marina Jones e Freira Selmurai, regiamente pagas pela CIA e pela Fundação Bill Gates, continuavam  exaustas, perenemente audaciosas e fortes em sua missão de salvar o Brasil das garras impiedosas dos últimos remanescentes do saudoso Conde Vlad Drácula, famoso aristocrata romeno e empalador bem sucedido de campesinos e apreciador juramentado da bebida mais tradicional em seu pais, o sangue de jovens camponesas.

Mas coisas andavam cada vez mais complicadas. Viviam numa luta desigual, fugindo da cruel perseguição dos numerosos seguidores do Conde Vlad no Brasil, todos muito parecidos, barbicha Che Guevara, mau humor indescritível e a tradicional camiseta vermelha, simbolicamente manchada com o sangue dos camponeses nordestinos e de outras regiões pobres do Brasil, que haviam sido iludidos com espelhinhos, bolsas famílias, em troca de suas almas, de sua dignidade e, naturalmente, de seus votos. Provavelmente seus últimos votos.
 
Siceramente espero que o amigo e sonolento leitor, que ainda não tenha fechado os olhos para sempre para esta saga, mesmo porque isto, de acordo com o Ministério da Sáude,  pode fazer mal a saúde,  se lembre que no ultimo episódio da saga, nossas aventureiras se meteram numa viagem no tempo em technicolor and sound surround, visitando o Brasil em 2013, três anos após a vitória da Camarada Dilamanosviski, descendente direta do sanguinário Conde Vlad, nas ultimas eleições presidenciais.

Pois bem, desesperadas com o que viram, retornaram para tentar EVITAR o mal maior. Fugindo desesperadamente de seus algozes que, como zumbis de um trailer de Michael Jackson, as perseguiam dia e noite, nossas aventureiras, mais uma vez se embrearam na mata amazônica. E como, em "Cem Anos de Solidão", a atmosfera estava tão úmida que até os peixes nadavam entre as árvores, o que, provocou o seguinte comentário da Irmanzita Selurai:

- Ai Zizuis! Bacalhaus voadores! Vou a pegare!

Claro, os bacalhaus na verdade eram piranhas assassinas, deixando nossa mini aventureira da Toys Store, toda retalhada, o que exigiu a pronta intervenção de Mis. Jones, que com sua agulha de costurar redes nordestinas, prontamente fez os reparos necessários na desastrada representante do baixo prelado mirim.

Até que o resultado ficou bom, exceto talvez pelo fato do rosto de nossa aventureira e mini jockey, passar a apresentar um sorriso permanente, o que posteriormente levou seus superiores a levá-la a julgamento no Vaticano por suspeitas de uso indiscriminado de Botox e formação de quadrilha junina. A última acusação não tinha nada a ver, mas, o leitor amigo já viu algum indivíduo ir a julgamento por um delito só. Claro que não: um pobre coitado que furta uma galinha para comer, se descoberto, vai receber provavelmente as seguintes acusações:

Latrocínio seguido de estupro; atentado violento ao pudor; formação de quadrilha desorganizada; pedofilia com animais menores e tráfico de animais silvestres sem guia do Ibama.


Se o infeliz for absolvido não vai resolver muito pois, estará irremediavelmente maluco ao sair do tribunal de pequenas causas e pequenos animais.

Mas enquanto nossa pequena aventureira não caia nas garras do Vaticano, elas partiram para sua missão quase impossível, encontrar um meio de livrar o país da herdeira do Conde Vlad.


Irmã Selmurai acionou seus contatos no Vaticano, mais especificamente no serviço secreto, uma entidade off-shore, situada naquele paraíso fiscal.

O resultado foi assustador e previsível:


Teriam que partir para conseguir ajuda do famoso Doutor Van Helsin, caçador de vampiros oficial dos filmes de Hollywood e que começou fazendo ponta num pequeno e famoso romance de Bram Stocker sobre o terrível Vampiro da Transilvânia.

O tal Van Helsin, era uma figurinha difícil que morava na Holanda, o que obrigou nossas aventureiras a estabelecer uma rota de fuga suicida e alucinada, que não possibilitasse aos zumbis do candidato Resident Evil desvendar sua ação estratégica to secret.


Primeiramente elas embarcaram num destes barcos superlotados de pessoas e redes que cruzam o rio amazonas e que naufragam no final da viagem, por superlotação.

A freirinha Toys"R"Us, assim que se acomodou na sua redinha improvisada, feita com o mata-moscas do capitão do barco, sacou seu notebook e acessando o facebook, adicionou mais de 300 amigos novos de uma só vez e postou mais de 100 mensagens com rosas virtuais.


Em seguida, pegou seu diploma amarelado de datilografia e pendurou-o na parede ao lado e começou datilografar furiosamente mais um artigo para um blog anarquista do qual ela se tornou colaboradora free lancer and free of payment.


Ia teclando alucinadamente como Carlitos em Tempos Modernos e quando o cursor atingia o final da linha, ela dava um tapa no notebook, para mudar de linha. Fez isto algumas vezes e então se empolgou, possivelmente havia chegado ao clímax do seu artigo e deu um tapa tão forte no seu notebook que ele voou acima das redes dos capiabas indo mergulhar nas águas barrentas do Solimões.

Nossa aventureira não teve dúvidas, mergulhou num átimo com diploma e tudo atrás de seu notebook, que já estava algumas dezenas de metros abaixo nas escuridões abissais do rio amazonas.


Mas uma alma generosa como a da Irmã Selmuraimirim, foi resgatada pela rede atirada pelo capitão para pegar uns peixinhos pro seu jantar. E ao puxarem a rede de volta ao barco, entre dezenas de bagres cegos, algumas bolsas família com retrato da candidata oificial, atiradas de algum avião do governo para os ribeirinhos, 2 camisas do Corinthians, 3 lideres do MST que estavam caçando botos cor de rosa em extinção e um pedaço do bigode do Sarney estava nossa freirinha agarrada ao seu precioso notebook.


As aventureiras ao chegarem em Manaus, alugaram um avião de fabricação nacional de uma empresa publica de transporte aéreo do gobierno, para despistar a turma da Zumbilândia.


Entraram com dificuldade na aeronave, usando as escadas de cordas que pediam das portas da fortaleza voadora. O interior da aeronave era espartano. Devido a uma licitação fraudulenta e superfaturada, foram instalados bancos de praça pública, feitos de cimento, para acomodar os passageiros. No teto da aeronave, lampiões a gás davam um toque de especial de romantismo, ao espalhar uma luz cadavérica, como que vinda do além sobre os assustados passageiros.


Nas asas da aeronave pendiam duas modernas turbinas, compradas numa licitação suspeita para a usina hidrelétrica de Tucurui. Por um pequeno erro, foram adquiridas duas turbinas adicionais que ficaram anos em algum depósito do gobierno até que algum burocrata teve a feliz idéia de reaproveitá-las na sucata aérea governamental, o que provocou uma série interminável de comerciais do governo na TV, mostrando que, nunca na história deste pais, se cuidou tão bem do dinheiro do povo.

Nada se perdia, tudo era reaproveitado, neste caso, especialmente nas asas do jatobrás, o orgulho da industria aeronáutica brasileira, o melhor avião projetado por brasileiros desde o saudoso 14 bis.


Bem, logo que a tripulação entrou na aeronave, olhando seus relógios para ver se não estava na hora de bater o ponto e ir para suas casas, para o conforto do lar, a aeronave começou a se mover lentamente pela pista. Deu uma paradinha e o capitão acelerou ao máximo as turbinas, enquanto consultava mais uma vez seu relógio. As turbinas urraram como um velho urso, fazendo com que a aeronave cantasse os pneus como um Chevette turbinado, outro orgulho da industria nacional.


Dos quatro escapamentos kadron, instalados cuidadosamente sob os pára-choques da aeronave com vistosas placas brancas do Detran, jorraram uma fumaça preta que lembrou o recente vulcão na Islândia. Apesar dos barulhos e das explosões que aconteceram repetidamente nos escapamentos e que atearam fogo nas florestas às margens do aeroporto, o bravo avião nacional decolou para mais um vôo cego.


Passados alguns minutos, vários pára-quedas foram vistos se abrindo próximos ao orgulho aéreo nacional. Como já eram 5 horas, a tripulação de funcionários públicos saltou da aeronave, para bater o ponto e se mandar. E o calhambeque nacional voador seguiu viagem conduzido somente por um nordestino boa praça, conhecido por PA, carinhosamente apelidado de Piloto Automático genuinamente tupiniquim pela tripulação pára-quedista.


Com seu espanador, ele ia limpando cuidadosamente os instrumentos do painel da aeronave, composto por três relógios de parede, sendo um de cuco e um velocímetro de um fusca 68, enquanto lá fora as turbinas urravam com fervor patriótico.

Rogério Rufino copyright ©.

3 comentários:

  1. Mr.Ruffus fantástico, só não sei onde vou parar desse jeito, agora até botox já veio à baila, cuidadinho porque se meus fiéis seguidores resolverem armar um motin para salvar minha pequena pessoa sua saguinha conhecerá o The End aqui mesmo, entretanto vamos por enquanto praticando o perdão como norma de conduta, abreijos e fica bem, sua fã nº Zero, Irmã Selmurai

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  2. Que relato mais engraçado! Nada melhor que ter, como prato principal, o dom da escrita acompanhado de uma dose extra de factos leves recheados de um são bom humor. Bem haja! Adorei

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  3. kkkkk Como sempre tenho que salvar a irmã salmurai de suas maluquices na selva. Irma, desse jeito vou ter que cobrar mais caro, ser babá não é facil nos tempos de hoje! Adorei a estória papai! Beijosss

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